“Amanhecer – Parte 2” é um dos filmes mais aguardados do ano pelos fãs da saga Twilight, que quem queira quer não, tem rendido milhões de dólares/euros para o mundo cinematográfico. Este é o último da saga, que por sua vez havia sido dividido em duas partes, sendo esta a segunda, não concordando com esta opção, pois quebra a narrativa.

O filme foi dirigido por Bill Condon e continou com o elenco principal habitual, Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner, entrando algumas personagens novas, incluindo atriz que interpreta a filha do casal, Renesmee. A história de “Amanhecer – Parte 2” começa com o despertar de Bella, já vampira, e a adaptação desta nesta nova condição fisiológica e sobrenatural. Ao conhecer a sua filha Renesmee, descobre que o seu amigo Jacob teve um imprinting com esta, passando a acompanhá-la “para sempre”. Inicialmente não aceita esse facto, mas quando a ameaça dos Volturi chega à família Cullen devido ao dom de Renesmee, a união entre todos fará a diferença.

Este filme é de várias opiniões, amor e ódio, os fãs da saga literária “Twilight” e aqueles que não suportam, respetivamente. Na maioria das críticas ao filme, a base da história vem sempre ao de cima, não agradando muitos dos críticos (mas há que respeitar os gostos). No entanto, há que avaliar os aspetos cinematográficos, e como sabemos nem todas as histórias satisfazem a cada um, sobretudo quando esta não “toca” o indivíduo. “Amanhecer – Parte 2” não é um dos filmes mais bem conseguidos da saga, estando “Amanhecer – Parte 1” a um nível superior. Lá está, a quebra da história também contribui, mas também nota-se por vezes uma falta de desenvolvimento de alguns aspetos. Contudo, a escolha da direção e escritores do filme optou por focar mais numa situação em prol de outra, para tentar criar um filme visível e também ser fiel ao livro.

Cinematograficamente, não se pode classificar como um ótimo filme, mas satisfaz os fãs da saga por verem finalmente o que leram e tanto gostaram. Há momentos do filme bem conseguidos, como a luta entre a família Cullen e os seus aliados contra os Volturi, a interpretação “louca” do líder Aro, por Michael Sheen e certas situações mais divertidas, que conseguem tirar um sorriso do público. Também destaco para o facto de toda a saga ter conseguida transmitir parte do melodramatismo que esta história transmitiu e uma das principais formas que convenceu todos os fãs de “Twilight”, ou pelo contrário, produziu o ódio naqueles que não a suportam.

Faz confusão a muitos indivíduos, mas a verdade é que “Twilight” marcou a época dos filmes e séries vampíricas. Pode não ter sido em qualidade do melhor, mas também mostrou tê-la em algumas cenas. Tal como “Amanhecer – Parte 2” na parte final dos créditos ter sido em memória de todos anos dedicados à saga, faço um balanço positivo de “Twilight”, mesmo sabendo que a maioria dos críticos cinematográficos não ache pois não foram leitores deste tipo de livros.

É difícil aconselhar este filme, pois difere muito do público em questão. Por isso, para quem gostou dos outros filmes, veja o término da saga. Para aqueles que não acompanharam, haverá mais hipóteses para um belo serão de cinema.

Nota Pessoal: 6/10

Saga Twilight: Amanhecer – Parte 2″
M12|Aventura, Drama, Fantasia, Romance|EUA|115m, IMDB: 5,9/10 (40,110 votos)
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